Archive for abril, 2009

Ou se tem chuva e não se tem sol, ou se tem sol e não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva! Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos […]


O Menino

24abr09

Sentou-se a beira da estrada a espera de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia que uma hora chegaria algo tão grandioso e surpreendente quanto o céu e, então, seria o primeiro a ver. Sentia que seu futuro seria grandioso por ter sido exatamente o primeiro a ver, não sabia o que, mas […]


O caderno novo

18abr09

Estava com o seu cachorro na varanda, achava que era o único que podia entendê-la completamente. Era um bom ouvinte e a divertia muito, era um grande amigo. Ficava com medo das pessoas. Elas são malvadas, pensava, apenas um bicho pode ser completamente fiel. Morava com a mãe e nunca havia conhecido seu pai. Tinha […]


MAUVAIS

16abr09

Percebeu o quanto estava realmente só quando aquela memória hereditária lhe surgiu diante dos olhos. Era uma lembrança de tempos imemoriais, engastada no fundo da teia de lembranças de épocas mais felizes. Viu-se novamente criança, sentado na cama chorando o medo da solidão. Esperava o pai que não chegava nunca. Olhava fixamente para a gata […]


Já que…

15abr09

“quem não se comunica, se trumbica”, aqui estou eu, despindo-me em palavras para seu entretenimento. Se entender meus textos, me decifrará por inteiro. Sou escritora de gaveta, uma cosmopolita, uma cidadã do mundo. Nasci não sei onde e morrerei no mistério. Ainda não sei o que é criar raízes, sou de lugar nenhum. Quero surpresas […]


Eu, agora – que desfecho! já nem penso mais em ti… mas será que nunca deixo de lembrar que te esqueci? Mário Quintana


Alimentou um único sonho durante toda a vida, escrever um livro. Queria escrever algo realmente bom, algo que levasse as pessoas a tirarem o chapéu, queria conteúdo, queria filosofia. Todas as tardes sentava-se, sonhando com as glórias que viriam ao final, depois que a última palavra saltasse de sua caneta. Sempre passava as tardes sonhando […]